quinta-feira, 8 de julho de 2010

Monitoramento geográfico via satélite vai escolher terrenos para reconstrução



Pernambuco terá um sistema de monitoramento geográfico através de satélite. Essa é a pretensão do governador Eduardo Campos que anunciou nesta quinta-feira que deverá contratar uma empresa especializada em leitura topográfica de imagens geradas do espaço. A idéia é que todas as áreas sejam estudadas e classificadas para garantir os terrenos ideais para a construção de casas evitando definitivamente que comunidades se instalem em regiões ribeirinhas, para que tragédias como a causada pelo transbordamento dos rios se repitam em Pernambuco.


Durante a reunião do Comitê de Crise no Palácio do Campo das Princesas, que contou com a presença do governador de Alagoas, Teotônio Vilela, o governador disse ainda que os governos dos dois estados vão bancar o pagamento da cota mínima de R$ 50 exigido a cada família para o acesso ao financiamento dentro do Programa Minha Casa Minha Vida.


Eduardo Campos defendeu ainda a utilização de modelos de casas de 42 m2 para o plano de habitação dentro do programa de reconstrução das 27 cidades mais atingidas pelas chuvas. De acordo com Eduardo, a medida iria facilitar a liberação de verbas, uma vez que o modelo já é aprovado pela Caixa Econômica Federal (CEF).


A reunião vai decidir as linhas de crédito especiais de financiamento que serão utilizadas para antecipar a construção dos imóveis num período de 90 dias. As decisões tomadas em conjunto pelos dois governos vão ser levadas para Brasília até o próximo sábado para pleitear as verbas do governo federal.


De acordo com Eduardo, a meta é combater a burocracia da construção de casas e pela chegada de créditos. Ontem o governador de Pernambuco propôs uma mudança na Medida Provisória que trata de liberação de verbas por parte dos bancos, para que as verbas possam chegar com mais agilidade.


Também participam do encontro os secretários de Planejamento, Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e os representantes das Defesas Civis dos dois estados e ainda os secretários das Cidades e de Recursos Hídricos de Pernambuco.


A reunião continua no período da tarde dividida em quatro frentes: pela agilização da construção de casas, agilização da liberação de crédito, reconstrução de recursos públicos como pontes, ruas estradas, prédios públicos, praças, escolas e, por último, para a construção das casas atingidas.


O governador de Alagoas disse que a falta de uma companhia específica para habitação no seu estado estaria atrasando a tomada de decisão, o que teria motivado a viagem para Pernambuco. Eles acrescentou que a aproximação dos dois estados é possível porque os problemas e as cultras são semelhantes, defendendo que uma força conjunta vai gerar celeridade do processo, para que casas descentes sejam construídas num tempo mais curto possível. “Não se trata apenas de construir casas, mas de toda uma estrutura atrelada a elas, como saneamento básico, energia elétrica. O que não pode acontecer é que se repita o mesmo que aconteceu em Santa Catarina, onde metade dos desabrigados continuam morando em abrigos”, denunciou.



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