quarta-feira, 14 de julho de 2010

Mais de 70 mil cartas destinadas à Mata Sul estão retidas nos Correios

É que muitas famílias ficaram sem endereço para entrega de correspondências depois que ruas e casas foram destruídas pelas enchentes de junho



Depois de perder tudo nas enchentes no mês passado, os moradores da Zona da Mata Sul enfrentam outro problema. As famílias ficaram sem endereço para entrega de correspondências, por que muitas ruas e casas acabaram destruídas pela força da água. E isso tem atrapalhado, bastante, o trabalho dos correios.



Mais de 70 mil correspondências que deveriam ir para Palmares e Barreiros estão retidas nos Correios, no Recife. “Fica difícil. Não só para os que vão receber as cartas, mas também para nós, carteiros”, disse o carteiro Eliezer Gusmão.




Cartas e encomendas que deveriam seguir para Palmares, Barreiros, Gamaleira e Belém de Maria estão bloqueadas em todo o Brasil. Não há data definida para a normalização dos serviços e, por isso, postos temporários foram montados para fazer a entrega. “Era melhor estar trabalhando do que estar passando pelo o que a gente está passando, e pelo desastre que aconteceu”, falou o carteiro Jucélio Rodrigues de Lima.



Em relação as contas que deveriam chegar, a gerente de Distribuição Externa dos Correios, Márcia Cristina de Moura (foto 1), explicou que é importante o destinatário entrar em contato. “O destinatário tem que entrar em contato com os prestadores de serviço, porque, com certeza, eles vão indicar algo a ser feito”, afirmou.



As doações para as famílias que perderam tudo nas enchentes podem ser deixadas em qualquer unidade da Polícia Militar ou dos Bombeiros. As prioridades são cobertores, colchões, fraldas descartáveis e roupas íntimas para homens e mulheres. Há necessidade também de doação de sacolas para colocar os donativos. Um dos pontos de coleta é o quartel do Derby, no Recife. Depois, os donativos são enviados para as cidades atingidas.






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