A Secretaria Estadual de Saúde (SES) envia hoje 500 kits para diagnóstico e tratamento da esquistossomose nos municípios atingidos pelas enchentes de junho. Nesta terça-feira, o material está sendo encaminhado para Palmares, sede da III Gerência Regional de Saúde (III Geres), um dos municípios mais atingidos pelas chuvas.
Cada kit contém material suficiente para realizar até cem exames e ainda mil comprimidos para o tratamento da doença, quantidade planejada para atender a primeira demanda de diagnósticos positivos. A Zona da Mata Sul é considerada área endêmica da doença, já que possui incidência do caramujo portador do verme causador da esquistossomose. Em 2009, a III Geres identificou 3.041 casos. Todo o estado contabiliza uma média de 200 óbitos por esquistossomose ao ano. A equipe da III Geres será responsável pela distribuição dos kits nos municípios. A prioridade é para aqueles com mais unidades de saúde prejudicadas pela inundação.
Amanhã, a secretaria inicia um treinamento sobre a esquistossomose para profissionais de saúde da região. Serão capacitados agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de controle de endemias (ACE) da I Gerência Regional de Saúde (I Geres), no Recife. O curso será realizado no Hotel Canários, em Boa Viagem, a partir das 8h.
As duas equipes deverão trabalhar em conjunto, esclarecendo os moradores sobre as formas de infecção, durante a rotina de visita aos lares. Os ACSs atendem as residências de locais assistidos por postos de saúde da família (PSF), enquanto que os ACEs buscam casos em áreas mais remotas, onde a cobertura dos PSFs não alcança. Ambos têm como meta encaminhar casos suspeitos para a realização do exame de fezes (coproscopia), que identifica o verme causador da doença. Os ACEs entregam os potes de coleta aos moradores de regiões afastadas, e combinam um dia para voltar e levar o material para análise.
A esquistossomose pode ser assintomática, o que torna o diagnóstico mais difícil. Entre os sintomas possíveis, estão a sensação constante de estômago cheio, perda de peso, vômitos e diarréia, que podem conter sangue. Pequenas feridas, acompanhadas de coceira, também denunciam a entrada do verme na pele. Na forma crônica, a doença agride o fígado e o baço, que aumentam de tamanho. Se não for tratada a tempo, os ovos do verme também podem atingir o coração e o cérebro. O caramujo que transmite o verme é pequeno, do tamanho aproximado de uma moeda, e tem hábitos aquáticos, sendo encontrado nas margens de rios e lagos.






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