
Depois das enchentes da Mata Sul, centenas de famílias que perderam as casas estão morando em barracas armadas nos municípios mais atingidos pelas chuvas. Mas como é a vida dessas pessoas nesses locais? O NETV acompanhou a rotina das famílias que estão alojadas em um desses acampamentos no município de Barreiros.
À noite é o momento que acontece um contato mais amistoso entre as famílias do acampamento. Crianças brincando, jogo de dominó e a última refeição do dia facilitam a vida social.
À noite é o momento que acontece um contato mais amistoso entre as famílias do acampamento. Crianças brincando, jogo de dominó e a última refeição do dia facilitam a vida social.

Antes das enchentes, eles moravam em três comunidades do município de Barreiros e não podiam imaginar que se tornariam vizinhos forçados. Diante da necessidade, a integração foi rápida. Elias diz que, no início, teve dificuldades com os companheiros de barraca, mas encontrou um novo espaço. “Só tive problema com dois homens amostrados, mas hoje estou tranquilo”, falou.

O bem estar de todos depende do trabalho voluntário organizado pela Defesa Civil. A voluntária Anaclécia Gomes faz a limpeza e distribui as refeições que chegam prontas. “Vi que tinha pouca gente trabalhando e resolvi ajudar”, contou.
Mesmo os que perderam as casas com as inundações mantêm o ritual de fazer sala para as visitas à noite, ainda que de modo improvisado, na entrada das barracas. Vera Lúcia recebeu o irmão que veio com a esposa para saber notícias. “Quero que ela volte para casa logo. Isso aqui é só por enquanto”, disse o pedreiro Amaro Gomes da Silva Filho.
A noite é também a hora em que as pessoas querem tomar um banho para dormir com a higiene pessoal em dia. Principalmente, aquelas que passaram o dia trabalhando. É o caso do catador José Pereira, que trabalha no banheiro coletivo do acampamento, localizado a cerca de cem metros da barraca onde ele está vivendo com a família.

Com a toalha, os chinelos e o sabonete, José passa por entre as barracas e entra no container do banho. A água não sai com tanta pressão, mas é suficiente para ele ensaboar o corpo e ficar pronto para ir dormir em menos de dez minutos. “Tem tudo para a gente aqui. Tem alimento, água. Não tem do que reclamar”, comentou.
Veja o vídeo abaixo:
DOAÇÃO:
Os postos de arrecadação de donativos para as vítimas das enchentes em Pernambuco continuam instalados no Quartel da Polícia Militar, no Derby, e no Quartel de Corpo de Bombeiros, na avenida João de Barros, no bairro Boa Vista, no Recife.






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