Ontem rolou a última lágrima,
no avesso do rosto
desfigurado pelo desgosto
transmutado pela paixão.
Desmoronou-se o último terrão.
Minha casa foi abaixo,
meus sonhos...
Meus móveis, a enchente os levou.
Chuva de lama habitou no meu coração...
Danificou a chama da vida,
que ainda insiste,
resiste e se sobrepe
no correr das águas
solitárias e lavadas de emoção.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
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